quinta-feira, 28 de abril de 2016

ESPETÁCULO SOM E LUZ SERÁ REINAUGURADO NESTA SEXTA FEIRA;

O ESPETÁCULO CONTINUA: REINAUGURAÇÃO DO SOM E LUZ SERÁ NESTA SEXTA-FEIRA
site: AMM
Municípios da AMM se mobilizam em apoio à população de São Miguel para a reorganização da cidade e preparativos do evento

Depois da tempestade, vem a bonança, diz o ditado popular. E depois do tornado que passou por São Miguel das Missões no último domingo, vem a união de forças dos missioneiros. Com esta motivação, foram realizadas reuniões na prefeitura durante todo o dia na segunda-feira (25). A iniciativa contou com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, imprensa, Defesa Civil, secretários municipais, empresários, representantes da Emater, Associação Comercial, entre outros participantes, e teve por objetivo definir ações conjuntas em apoio ao município. Cerca de 15 gestores municipais fizeram questão de vir a São Miguel oferecer auxílio.

Foram discutidas ações conjuntas quanto a recuperação imediata dos estragos, e manutenção de dois grandes eventos programados para esta semana, que estão confirmadíssimos! A inauguração da Requalificação Espetáculo Som e Luz, na próxima sexta-feira (29), a partir das 18 horas, em frente ao Sítio Histórico São Miguel Arcanjo; e a 5ª Expofeira (28/04 a 01/5), com atrações para todos os públicos.

Mutirão solidário
Os trabalhos estão a todo vapor. Na segunda-feira bem cedo, quando o dia mal tinha clareado, servidores e população local já estavam em mutirão trabalhando para reorganizar a cidade. Presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM), Luiz Valdir Andres participou da reunião na parte da manhã e declarou o apoio institucional da Associação. “A posição da AMM e do colegiado de prefeitos da Associação foi pela manutenção da programação do espetáculo, bem como da Expofeira, que vem sendo preparada há mais de um ano”, ressaltou Andres, que assim como outros gestores municipais da região, prestaram solidariedade e colocaram maquinários das prefeituras ao dispor do município de São Miguel, para ajudar nos serviços de recuperação, que estão em ritmo acelerado.

Foram muitos os danos ocorridos nas imediações do Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, onde acontece diariamente a apresentação do Som e Luz, como árvores centenárias derrubadas, que faziam parte da magia do espetáculo; estragos no museu; no acervo cultural; no centro de artesanato; na Secretaria Municipal de Turismo; nas mais de 100 residências destelhadas; no Hospital; no CTN, entre outros prejuízos que ainda estão sendo contabilizados.

Também estiveram presentes na reunião o titular da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Antônio Sarzi Sartori, acompanhado do técnico Luiz Caetano, que vieram até São Miguel prestar apoio e verificar as condições do hospital, De acordo com Sartori, a equipe do
E a mobilização deu certo. No final da tarde de ontem, o superintendente estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Eduardo Hahn, e o presidente do Instituto Iguassu Misiones, Marconi Flach, autorizaram a permanência da inauguração da Requalificação do Espetáculo Som e Luz, que tem como patrocinador oficial o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E como apoiadores estão a Prefeitura Municipal de São Miguel das Missões; Associação dos Municípios das Missões (AMM); Instituto Iguassu Misiones; Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e Fundação dos Municípios das Missões (Funmissões).
O encanto permanece
Até sexta-feira será possível recuperar a parte técnica do Som e Luz, que permitirá que aconteçam as festividades de reinauguração do espetáculo, com absoluta segurança, e tudo dentro da programação já preparada para esta importante data, que agora, mais do que nunca, será um marco na história da região missioneira. “Apesar de se tratar de um momento difícil, nada disso esmoreceu a comunidade local e regional. Ao contrário, fortaleceu ainda mais a capacidade de superação, solidariedade e união dos missioneiros”, incentivou o prefeito municipal, Hilário Casarin.
De acordo com o presidente do Instituto Iguassu Misiones, Marconi Flach, entre as novidades agregadas ao espetáculo está a apresentação em três idiomas (inglês, portugues e espanhol), que será exibida em diferentes horários, possibilitando ao público a experiência do som mais envolvente, propiciado pelas novas caixas de som e amplificadores.
A solenidade oficial será nesta sexta-feira, dia 29, a partir das 18 horas, em frente às Ruínas de São Miguel. A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade regional. O tornado já passou, mas o espetáculo Som e Luz continuará encantando os visitantes.
 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

SEMANA DA CULTURA.

                        Montagem do palco e estruturas para show e mostras da Semana da Cultura.
                                                                            foto:Carmo Dewes

segunda-feira, 25 de abril de 2016

UFFS CERRO LARGO EM EVENTO ARTISTICO CULTURAL NO MUNICIPIO.

Campus Cerro Largo participará de Evento Artístico-cultural no município


Contação de Histórias na Feira do Livro de 2014.A A Praça da Matriz e a Cidade de Cerro Largo estarão voltadas para á cultura e Pará a arte Durante Esta Semana. Entre a segunda-feira (25) OE sábado (30), ocorre o "Cerro Largo Cultura e Arte", Evento Que contará feira COM do Livro, contação de Histórias, das Peças teatrais, Mostras, Outros entre.
A UFFS Campus Cerro Largo E apoiadora do Evento e eStara com Espaço de contação de Histórias, docentes Organizado POR, alunas e Alunos Fazer C Ampus , Além de hum Espaço Paragrafo Divulgação da universidade e de Publicações Feitas POR servidoras e Servidores.
A UFFS também E Responsável Pela mesa de debates do pré-EmiCult, nessa terça-feira Que ocorrerá (26), Como 14h, Nenhum auditório da Unidade Seminário, com a temática "Quem tem Direito à cultura?". Como Inscrições Serao Durante o Evento, Que É Aberto a QUALQUÉR Interessado da Comunidade acadêmica e regional. Haverá atestado de Participação. 
O Pré-EmiCult e Um Evento preparatório PARA O EmiCult, Que Será Realizado em São Luiz Gonzaga. MAIS INFORMAÇÕES PODEM SER VISTAS  AQUI .
A Programação completa do "Cerro Largo Cultura e Arte" PODE Ser conferido  AQUI.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

NOTICIAS DA UFFS.

Campus Cerro Largo da Acesso e Permanência de Estudantes Indígenas na Graduação e Pós-Graduação

-www.uffs.edu.br

dia_do_ndio
ELES Sairam de SUA terra natal, faça Seu seio familiarizados e Hoje Vivem em Cerro Largo, Fazendo faculdade, Dividindo apartamento, ALUGUEL E CONTAS COM da página Outros Colegas. Alguns estudam de dia, Outros à Noite e, Como estao na fase Sagres, sentem AINDA como dificuldades de Adaptação AO Ritmo das aulas, de acompanhar e Compreender OS CONTEÚDOS, conhecendo OS Colegas com Quem tem Mais Afinidade, começando um entendre OS MÉTODOS e jeitos de professor de Cada. E Desta forma Que ESTÁ SE Dando seguimento à RECENTE vida acadêmica de nove Estudantes Indígenas na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Cerro Largo. Exatamente Como de QUALQUÉR Outro calouro em universidade QUALQUÉR. "Não somos Diferentes, somos Como de Todos os Seres Humanos, TEMOS APENAS Culturas Diferentes", ressalta um estudante do curso de Letras, um indígena Kaingang, Rosângela Mariano. O grupo E oriundo da Terra do Guarita, localizada Entre OS municípios de Redentora e Tenente Portela, no Rio Grande do Sul.

Rosângela e Os Outros Indígenas - Que, Além de Letras, estao Cursando Agronomia, Física e Administração - estao carregados de Expectativas tanto nsa Aspectos e Descobertas de SUA Profissão, Quanto na Relação com SEUS Colegas e Professores. Tambem estao carregados de dúvidas e incertezas, porem Uma Afirmação manteve-se uníssona e convicta: Levar OS ensinamentos parágrafo a Comunidade de Onde vieram. "É de Nós that they precisam, a gente Vai Trabalhar e Estudar parágrafo Ajudá-los, meu Objetivo E aplicar o Conhecimento na Comunidade", Diz Rosângela. O estudante de Administração Sidinei Gabriel Cristão also acrescenta: "Quero Sair com Uma Formação Muito significativa parágrafo A Minha Comunidade e also incentivar para quê Haja Mais Universitários de lá", Projeta o estudante Que se Diz Muito orgulhoso em Ser hum Kaingang NUMA universidade federal.
Para o Kaingang Ubiratan Emílio, Que ESTÁ Cursando Ciências Biológicas e TEM Uma Irmã formada em Psicologia, uma Levar parágrafo ideia E as Crianças Esse conhecimento "diferente" que se aprende na universidade. "Aqui (na UFFS) o Conhecimento e Muito baseado nsa Livros, passa-se Pela Escrita, La (na Comunidade) e Mais na Prática". Ubiratan REFERÊ-se a Uma Transmissão de Conhecimento Livros SEM, via oral, Comum em comunidades Indígenas, Cujas Histórias e Tradições São Passadas de Geração à Geração SOMENTE POR Meio da oralidade.
Programa de Acesso parágrafo OS Povos Indígenas
A Presença Cada Vez Maior de Indígenas no Campus Cerro Largo, Bem Como em Outros campi da UFFS, Possível E, TAMBÉM, Graças Ao Programa de Acesso e Permanência dos Povos Indígenas (PIN), instituído em 2013, Que se constitui em hum instrumento de Promoção dos Valores Democráticos, de Respeito a Diferença e à Diversidade socioeconômica e étnico-racial. Por Meio do PIN, uma UFFS Garante o Acesso Bem Como um Permanência Desses Estudantes POR Meio de Apoio Acadêmico e psico-socio-pedagógico, Celebração de convênios e Parcerias com Órgãos Públicos das Três Esferas Para auxiliar a Permanência dos Estudantes Indígenas, Apoio Financeiro a Estudantes de Graduação e de Pós-graduação, Entre Outros.
Para a coordenadora acadêmica do Campus, Lauren Lúcia Zamin, "um grande desafio TEM SIDO o Conhecimento da cultura e da Realidade destes Estudantes, parágrafo ENTÃO adaptarmo-SOE e Melhor Atende-los. Estamos buscando hum Contato permanente com enguias parágrafo conseguirmos antecipar e Prever SUAS Necessidades e dificuldades, Para Além da Questão acadêmica, para buscar SUA Permanência no ensino superior ", Explica.
No Campus Cerro Largo, São 9 Estudantes, Entre 16 e 40 anos, Que estao na Graduação e Uma estudante indígena Cursando o Mestrado em Desenvolvimento e Políticas Públicas. Em Toda a UFFS, o PIN EO Processo seletivo regular, com reserva de vagas, JA possibilitaram o Acesso de 299 Indígenas Que estao regularmente matriculados nsa Mais Diversos cursos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

FERIADO COM CHUVA.

Teremos um feriado de Tiradentes com chuva
aqui em Cerro Largo.
Depois de vários dias com temperaturas
de verão, ao que parece esta chuva que iniciou
a cair agora às 9 da manhã deve fazer a temperatura
baixar um pouco indo para o clima de Outuno.

terça-feira, 19 de abril de 2016

AGORA TEMOS CINCO FARMÁCIAS NA rRUA SETE DE SETEMBRO.




Com a chegada da MB Farmácias nesta segunda feira 
18 de abril, a rua 7 de setembro agora tem  5  empresas
do genêro num raio de 150 metros.
Sinal de Progresso !





segunda-feira, 18 de abril de 2016

EMPÓRIO DE CASA NOVA.

                               Empório inaugura hoje à tarde sua nova loja onde era a Sapatolândia,
                                    na esquina da 7 de setembro bem no coração da cidade.

MB FARMÁCIAS EM NOVO ENDEREÇO.

                               MB Farmácias agora está na Sete de Setembro onde era o Empório.

IMPEACHEMENT AGORA VAI PARA O SENADO.

Voto de desconfiança contra Dilma

Uns quatro ou cinco deputados falaram em pedaladas para justificar seus votos.
Os demais não se preocuparam com um motivo tão pífio.
Votaram contra Lula, Dilma e o petismo.
Foi um voto de desconfiança típico de parlamentarismo.
No presidencialismo, o impeachment depende de um crime de responsabilidade provado.
Dizer que no parlamento o voto é dos políticos não poderia significa um voto político, mas, no mínimo, um voto embalado como se fosse técnico com referências ao objeto do julgamento. Os deputados, em respeito à regra do jogo, deveriam dar-se o trabalho de justificar o entendimento do crime.
Quem se importa com isso?
De resto, viu-se a Câmara dos Deputados nua: um bando de homens e mulheres maltratando o português, pulando e gritando com torcedores num bar, proferindo insultos homofóbicos e tomando cusparadas, tentando aparecer com cartazinhos bizarros na tevê, assacando contra a honra uns dos outros, chamando o presidente da casa de ladrão, diante da indiferença absoluta do ofendido, fazendo homenagens a mães, pais, filhos, namoradas e certamente amantes, coçando as partes genitais, votando por todas as razões, menos a que poderia justificar um voto conforme as imputações do processo, enrolados em bandeiras como se estivessem no carnaval, metendo o dedo no nariz, cutucando o colega, uma tropa estranha, incontida, irracional, histriônica, confusa e avassaladora. A impressão é de que ali estavam os mais malandros de cada lugar, os mais despachados e encenadores, os mais espertos.
Retrato de um país perdido buscando a salvação com ajuda de Eduardo Cunha.
Agora vai!

domingo, 17 de abril de 2016

NÃO FOSSE A POSSIBILIDADE DO GOLPE O BRASILEIRO NÃO SERIA DEMOCRATA ???

Postado por Juremir em 21 de março de 2015-www.correiodopovo.com

O Brasil parece não ter nascido para a democracia.
Assim como não se acostuma com a fórmula de pontos corridos no futebol. O brasileiro acha isso tudo muito chato. O Brasil gosta de mata-mata. Democracia e pontos corridos dão pouca emoção. É um sistema enfadonho em que o ganhador ganha e acabou. Não faz sentido. Não tem atalho. O brasileiro adora poder matar quem o matou. É o princípio da ressurreição ou da última chance. O incompetente precisa ter uma possibilidade de virar o jogo mesmo que tenha sido disparado o pior.
O derrotado nas urnas sempre quer um terceiro turno ou um impeachment providencial mesmo que não existam razões jurídicas para tanto. No futebol, o oitavo colocado, digamos, com 20 pontos a menos, quer ter o direito de eliminar o primeiro em dois bons jogos lotéricos.
A democracia é tediosa. O ganhador fica quatro anos no poder. O perdedor precisa esperar. Depois de mais de duas décadas de ditadura, elegemos um presidente, o bizarro Fernando Collor. Tratamos de derrubá-lo para encurtar a enormidade do seu mandato. Itamar Franco assumiu como tampão. FHC veio depois e comprou a emenda da sua reeleição. Essa providência serviu para sacudir o tédio democrático. A cada mandato é preciso algum tipo de golpe, branco, preto, seja o que for. Lula empalmou o poder e podia ter caído com o mensalão. A oposição dormiu no ponto e deixou a coisa rolar sem graça até o fim. Dilma foi inventada por Lula e já está no segundo mandato. Ninguém aguenta mais tanta democracia.
O PSDB, furioso por ter perdido nas urnas, dá o tapa e esconde a mão: quer o impeachment sem confessar. Nem se importa com o fato de que o poder ficaria com o eterno PMDB.
Democracia e pontos corridos não combinam com o Brasil. É como carnaval sem álcool. Fica difícil acontecer alguma coisa mais excitante. O brasileiro é, antes de tudo, um golpista. Só goza no golpe. Só tem tesão no atalho. A democracia é broxante. Entre nós tudo se repete como farsa. Paulistas querem repetir 1932, 1954 e 1964. Ainda estamos na época de Carlos Lacerda e do combate à ameaça comunista. A frase do momento é novinha: o petróleo é nosso. Um lado grita genialmente: vai para Cuba. O outro rebate: vai para Miami. Não por acaso estamos vivendo uma tentativa de golpe disfarçada de impeachment e uma proposta de volta ao sistema mata-mata. A eleição sem golpe e os pontos corridos são injustos, pois exageram na justiça.
Não dão espaço para a reviravolta. Matam o revanchismo.
O golpismo faz do brasileiro um forte. Se está ruim, aposta no pior. O brasileiro só é democrata quando toma as ruas em defesa de um golpe apelidado de impeachment. Quando o eleito pode se reeleger para um segundo mandato, queremos que isso não seja mais possível. Quando não há reeleição, propomos que isso seja possível. Detestamos repetir fórmula. Salvo a do caixa dois com dinheiro ilícito. Somos todos iguais no golpismo, no mata-mata e no caixa dois. Salvo as exceções.
Não fosse a possibilidade do golpe, o brasileiro não seria democrata.
O golpismo está em nosso DNA. Quando não tem golpe de Estado, tem golpes de todo tipo contra o erário público.



sábado, 16 de abril de 2016

TEMER DIZ QUE NOVA ELEIÇÃO É GOLPE !

TEMER DIZ QUE NOVA ELEIÇÃO É GOLPE E DESCARTA RENUNCIA CASO DILMA FIQUE
13/04/2016 · por brasilpagina1 · em Brasil. ·
O vice-presidente Michel Temer classifica de “golpe” qualquer medida que rompa com o previsto na Constituição e afirma que a Carta não prevê eleições gerais. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o peemedebista rejeita as acusações do Planalto de que tenha “conspirado” pela queda da presidente Dilma Rousseff e diz que, “por força do diálogo, coletivamente, tiraremos o país da crise”.
O sr. está preparado para ser presidente da República se o plenário da Câmara e depois e Senado decidirem pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff?
Primeiro quero reiterar a preliminar da sua pergunta. Evidentemente que, cautelosamente, tenho que aguardar aquilo que a Câmara decidir e o Senado vier a decidir depois. Agora, evidentemente que, sem ser pretensioso, mas muito modestamente, devo dizer que eu tenho uma vida pública já com muita experiência. Se o destino me levar para essa função, e mais uma vez eu digo que eu devo aguardar os acontecimentos, é claro que estarei preparado porque o que pauta a minha atividade é exatamente o diálogo. Eu sei que por força do diálogo e, portanto, coletivamente, com todos os partidos, os vários setores da sociedade, tiraremos o país da crise.
E na hipótese contrária? O sr. está preparado para o caso de o impeachment não passar?
A minha convivência será constitucional, como sempre. E sendo institucional eu não tenho nada a temer, né? Estarei tranquilo, aconteça o que acontecer.
Serão dois anos bastante atípicos na história brasileira, não?
É, mas você sabe que ao longo do período em que fui vice-presidente, nunca tive um chamamento efetivo para participar das questões de governo. De modo que, digamos, se nada acontecer, tudo continuará como dantes, não é? Nada mudará (risos).
O sr. ouviu o ministro Jaques Wagner dizer que, se o impeachment não passar, o sr. deve renunciar. Qual sua resposta a ele?
Eu respondo que (foi) o entusiasmo momentâneo do Jaques Wagner, uma figura delicada e educada. Naturalmente há um arroubo que muitas vezes toma conta das pessoas, por mais educadas e delicadas que sejam.
Então, renunciar não?
Por favor, né (risadas).
Há uma romaria de políticos no Palácio do Jaburu?
Olha, muitos me procuram, você sabe que eu mantenho uma discrição absoluta, embora seja apodado das mais variadas denominações, como “golpista”. Eu passei praticamente três semanas em São Paulo precisamente para que não me acusassem de nenhuma articulação. Agora, evidentemente, num dado momento, começou uma tal, digamos assim, uma guerra contra minha figura, no plano político e no pessoal, e eu fui obrigado a me defender. Então o que eu faço hoje não é guerrear, é defender.
O sr. acha que essa guerra vai continuar em qualquer caso, passe ou não o impeachment?
Não creio, não creio. Essas coisas são passageiras. Logo as pessoas terão compreensão de tudo que é importante para o País.
Essas pessoas que vêm aqui são de todos os partidos, do PP, PSD, PTB? O que eles vêm fazer?
Todos os partidos, até porque eles sabem, pela convivência de 24 anos no Parlamento, que sempre convivi harmoniosamente com todos os partidos políticos.
No caso de o sr. tomar posse, o que dirá aos partidos políticos?
Eu prefiro não mencionar isso, porque estaríamos todos supondo que vou tomar posse. Se você me disser: “Mas você não precisa se preparar para uma eventualidade?”, é claro que eu tenho na minha cabeça as questões que eu trataria, mas prefiro aguardar o evento.
Mas o sr. já distribuiu a gravação em que praticamente toma posse. O sr. sentou na cadeira?
(Risadas) Eu não sentei na cadeira, não. Instado por amigos meus, que me disseram: “Você precisa se preparar, não é, por que afinal, daqui a alguns dias, se de repente acontecer alguma coisa, o que é que você vai dizer?”. E daí, me explico mais uma vez, eu disse: “Olha, eu vou fazer o seguinte, eu vou gravar uma coisa que, em tese, eu falarei, se, em tese, acontecer alguma coisa, e até peço que depois nós possamos burilar essas sentenças e essas palavras”. E fiz uma gravação, e em vez de mandar para um amigo (risadas), equivocadamente mandei para um grupo de deputados e vazou alguma coisa, que não tem importância nenhuma, porque o conteúdo daquilo que eu disse eu já havia dito no passado e continuarei dizendo em qualquer momento, porque acho que é disso que o país precisa.
Do que o país precisa?
Conciliação, pacificação, diálogo, interação de trabalhadores e empregadores, integração de todos os setores da nacionalidade, prestigiamento da iniciativa privada. A manutenção dos programas sociais e sua revalorização.
O sr. teme que MST, CUT, UNE infernizem sua eventual gestão?
Não acredito, porque todos têm, certa e seguramente, um sentimento patriótico, né? Quando vamos pregar a unidade do país, aqueles que não quiserem a pacificação estarão contra o desejo do povo brasileiro e tenho certeza de que essas entidades têm o mesmo desejo.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador Valdir Raupp defenderam eleições antecipadas. Como o sr. vê isso?
Muito útil. Num Estado democrático as pessoas têm que ter liberdade de manifestação. Eu sou contra por uma razão: sou muito apegado ao texto constitucional. Toda vez que se quiser sair do texto constitucional está se propondo uma ruptura com a Constituição. E toda e qualquer ruptura com a Constituição é indesejável. A estabilidade do país e das instituições depende do que está na Constituição e nela não há hipótese de eleições gerais.
Eleição geral seria um golpe?
Seria algo que rompe com a Constituição. Não gosto de usar a palavra golpe, que está muito indevidamente utilizada, politicamente utilizada. Golpe, na verdade, é só quando se rompe com a Constituição.
Fonte: UOL


sexta-feira, 15 de abril de 2016

VIVA A DEMOCRACIA !!!


“Pode ter descumprido o que prometeu. Pode ter maus bofes. Pode ter cavado a própria cova. Mas, num mundo político esmerdeado de alto a baixo, Dilma não tem nódoa. Não roubou, e será julgada por muitos ladrões”. Leia abaixo a íntegra do texto do jornalista Mario Sergio Conti

Eduardo Cunha comanda o processo de impeachment na Câmara dos Deputados
Em artigo publicado nesta terça-feira na Folha de S.Paulo, o jornalista Mario Sergio Conti afirma que a presidente Dilma Rousseff transmitiu a convicção de que é inocente.

“Pode ter descumprido o que prometeu. Pode ter maus bofes.

 Pode ter cavado a própria cova. Mas, num mundo político esmerdeado de alto a baixo, Dilma não tem nódoa. Não roubou, e será julgada por muitos ladrões”, diz.

“Pedaladas fiscais? Ninguém sabe o que é isso, e quem sabe garante que prefeitos, governadores e presidentes primam por pedalar. Empresas venais deram dinheiro para a sua campanha? Fizeram o mesmo com todos os candidatos.
Afundou o país na recessão? Nada diz que Temer irá tirá-lo do poço.

Não há fiapo de prova de que tenha obstruído a Justiça”, acrescenta
No entanto, ele questiona sua permanência no governo: “crise foi tão longe que o carisma da integridade pessoal não garante, por si só, a permanência de Dilma no poder. Continua a lhe faltar um programa. Quer continuar no Planalto para quê?”.

Leia a íntegra do texto de Mario Sergio Conti abaixo:

Agora que os ratos debandam do navio, na busca incansável do bem da pátria, de negócios maneiros e da nomeação de uma sobrinha para miss na Festa do Jerimum, o naufrágio soa inevitável. Mas alardear certeza na queda da presidente é apenas uma poção para paralisar o Planalto.

A frente única Fiesp-tucanos-Vem pra Rua se consolidou e quer meter medo. A Medusa diz aos governistas: vocês já eram, a hora é de trair, salve-se quem puder. Dilma, faça como Jango e se coagule em esfinge de mármore. PT, repita o Partido Comunista e se limite a berrar bravatas.

Trombetear que a história punirá os golpistas, por exemplo, é bravata. Nenhum deles foi tirado da santa paz. Nunca. É o que de fato a história ensina. Nem em 1930 e 1937. Nem em 1964 e 1968. Nem, de quebra, em 1984, quando a Câmara vetou o voto direto para presidente.

A avacalhação da vontade popular foi docemente tolerada. Inclusive pelo PT. Como o partido garantiu a impunidade de policiais e militares assassinos, os autoritários estão agora todos aí, serelepes.
O Dia D será o da votação do impeachment. Ele se dará em data no mês de abril o, a depender dos ardis de Eduardo Cunha, o Impoluto. Haverá até lá delações vulcânicas, teorias
conspiratórias e conspiração para valer. Virão mais manifestos e abaixo-assinados.

O bate-boca a todos engolfa. A cacofonia que emana do Planalto não escapa aos ditames da sociologia clássica. Apolítica continua a ser exercida das três maneiras cardeais. A tradicional, a legal e a carismática.

No modo tradicional, Dilma é a líder maior. Ela tem legitimidade porque foi votada para gerir o Estado. Na prática, a presidente vem nomeando capadócios para postos-chaves do Estado, em troca de votos contra o impeachment. O troca-troca tradicional, de corrupção implícita, é usado explicitamente.
No aspecto legal, o exercício do poder é enquadrado pelas instituições encarregadas de aplicar a Constituição. Ao contrário do que dizem políticos sem nada a dizer, não há judicialização da política, e sim politização da Justiça. O Supremo fará o que for decidido pelo cenáculo de varões de Plutarco, a Câmara. A separação entre os Poderes é uma lenda iluminista.
O terceiro elemento político é o carisma, e o da presidente é escasso. Nas suas falas recentes, porém, ela foi tomada por uma calma contundente. Levou frases até o fim sem interpolar sujeito, verbo e objeto. Não hesitou nem gaguejou. Na falta de marqueteiros a lhe atazanarem, foi clara.

Transmitiu a convicção de que é inocente. Pode ter descumprido o que prometeu. Pode ter maus bofes. Pode ter cavado a própria cova. Mas, num mundo político esmerdeado de alto a baixo, Dilma não tem nódoa. Não roubou, e será julgada por muitos ladrões.

Pedaladas fiscais? Ninguém sabe o que é isso, e quem sabe garante que prefeitos, governadores e presidentes primam por pedalar. Empresas venais deram dinheiro para a sua campanha?
Fizeram o mesmo com todos os candidatos. Afundou o país na recessão? Nada diz que Temer irá tirá-lo do poço. Não há fiapo de prova de que tenha obstruído a Justiça.

A crise foi tão longe que o carisma da integridade pessoal não garante, por si só, a permanência de Dilma no poder. Continua a lhe faltar um programa. Quer continuar no Planalto para quê?


quinta-feira, 14 de abril de 2016

VERMELHINHO COMPLETA 32 ANOS HOJE.

A marca Vermelhinho comemora neste 14 de abril,
seus 32 anos em Cerro Largo.
Desde seu surgimento em 1984, inúmeras atividades
foram desenvolvidas pelas diversas firmas constituidas
e que operaram na cidade de Cerro Largo.
Seu início foi como  despachante, Representante do Funrural, 
atuando no ramo de Seguros com a Bradesco Saúde e Seguros de 
veículos, Serigrafia ,Agência Lotérica ,aquisição da
Casa dos Esportes-atual Vermelhinho Esportes e
criação da marca  Vermelhinho Sport Line através
da Industria de Confecções.
A participação no ramo esportivo foi sempre
marcante levante muito longe o nome do
Atualmente a empresa está na Rua neco Januário 485
Centro de Cerro Largo.

www.vermelhinhofabrica.blogspot.com

quarta-feira, 13 de abril de 2016

JUREMIR MACHADO E O TEMERÁRIO.

Temer, o temerário

Michel Temer representa o pior do Brasil: o oportunista, o traidor, o torturador da Constituição.
Isto é uma constatação.
Eleito na carona da presidente Dilma para ajudar a governar o país, conspira e passa recibo.
A sua cartinha chorosa do final do passado não foi um vazamento, mas uma mensagem.
Saiu pela culatra.
O seu discurso de posse vazado a partir de um grupo no wathsapp criado por Eliseu Padilha um dia antes nada tem de trapalhada. É visivelmente uma operação estudada, uma versão da Carta aos Brasileiros, para transmitir à nação o pensamento do candidato sobre os temas principais.
No recado, Temer joga para os empresários – será privatista – e para a plebe – conservará os programas sociais. Não pretende mudar votos. Quer baixar a pressão sobre os parlamentares que votarão.
Temer saiu do armário sem a coragem de uma declaração oficial.
Graças a ele a opinião dos brasileiros sobre política vai piorar.
Ficará ainda mais consagrada a ideia de que na política vale tudo, menos a lealdade.
O PMDB não pode se apresentar como paladino da luta contra a corrupção.
O seu moralismo é de ocasião.
Agora vai: Paulo Maluf, Roberto Jefferson e Eduardo Cunha vão limpar o país.
Michel Temer é o candidato dessa trinca impoluta.
O governo precisa pagar pelos seus erros.
A democracia, com as regras do jogo, deve ser preservada.
Por que será que a maioria dos intelectuais é contra o impeachment e o chama de golpe?
Será que estudar muito atrapalha o raciocínio?
Ou permite enxergar por trás das aparência?
Em outros lugares, Temer seria carta fora do barulho por quebra de confiança.
Como confiar num homem que passa recibo da sua traição?
Até quando pretensamente se retira para não ser acusado de conspiração, Temer é temerário.
Criticá-lo não significa defender a corrupção.
Significa que ele não é a saída.
Nem de emergência.